Definida empresa que será responsável por PPP de presídio em Erechim
(Foto: Patrícia Alves/B3)
Soluções
Serviços Terceirizados foi o grupo que apresentou proposta para dar apoio
operacional e construir o novo complexo prisional na região norte do Estado
O
governo do Estado realizou, nesta sexta-feira (6/10), na B3, em São Paulo, o
leilão da Parceria Público-Privada (PPP) do novo Presídio de Erechim. O certame
teve uma proposta, da Soluções Serviços Terceirizados, no valor de R$ 233 por
vaga/dia disponibilizada e ocupada em unidade prisional. O grupo atua há 15
anos no país e atende empresas e organizações de diversos segmentos, inclusive,
o prisional, e conta com mais de 18 mil colaboradores.
O
projeto é a primeira PPP do Estado na área de segurança pública e prevê a
construção, manutenção e apoio à operação do estabelecimento prisional no
município. A unidade terá 10,4 hectares, dois módulos com 26 mil metros
quadrados cada e um total de 1,2 mil vagas disponibilizadas para apenados. A
previsão para realização da obra é de até 24 meses. A atividade específica de
segurança prisional seguirá a cargo de policiais penais.
O
escopo foi elaborado por meio da Secretaria de Parcerias e Concessões (Separ) e
da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), com o apoio do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e tem um investimento
estimado de R$ 149 milhões.
"Esse
projeto é uma grande oportunidade de mudar o sistema prisional do RS, em uma
área social, a segurança pública, que impacta tanto na sociedade. Vamos
investir na ressocialização e diminuir o déficit no sistema prisional. Estamos
no governo do RS para potencializar projetos desse porte, buscando sempre
melhorar a vida das pessoas", disse o titular da Separ, Pedro Capeluppi.
A
iniciativa também é focada na ressocialização, prevendo a possibilidade de
trabalho, educação e reinserção social para detentos, assim como o uso de
tecnologia na gestão prisional. Uma das principais melhorias será a nova
localização do presídio, distante da zona urbana, entre as rodovias ERS-135 e
BR-153, que atende a diretrizes de segurança e satisfaz um anseio da população
de Erechim.
"Mais
um momento de demonstração de pioneirismo do governo do RS, que evidencia que
estamos avançando em soluções para os problemas que existem no Estado. Nesse
caso, estamos integrando o público e privado nessa missão. Importante ressaltar
que não investimos somente na PPP prisional, seguimos promovendo ações em todo
o nosso sistema prisional, para garantir melhores condições e mais segurança à
população”, afirmou o titular da SSPS, Luiz Henrique Viana.
O
modelo de gestão será o de PPP, no qual uma entidade selecionada por licitação
– modelo concorrência internacional – é remunerada pela gestão de uma concessão
pública pelo período de 30 anos. No caso do complexo penal, a entidade será
responsável pela construção e operação do presídio, que inclui manutenção das
instalações, limpeza e apoio logístico na movimentação dos detentos. A
expectativa de investimento na operação é de R$ 50,5 milhões ao ano.
“Seguiremos
nosso conceito que é o de buscar soluções em um mundo de pessoas. Por isso,
resolvemos fazer parte desse projeto tão importante”, declarou o diretor
comercial do grupo Soluções Serviços Terceirizados, Adriano Martinho.
Parceiros
da PPP
Além
do BNDES, o projeto contou com o apoio do BID, com o Programa de Parcerias de
Investimentos Federal (PPI), e de nove consultorias do Brasil, Países Baixos e
Portugal, que atuaram ao longo do processo. "O governo do RS apostou nesse
modelo inovador, que está alinhado com o interesse público. Uma PPP simbólica
para o país, pois busca equacionar um problema histórico. Uma ferramenta que,
se bem trabalhada, vai ajudar o Brasil a combater o déficit de vagas no sistema
prisional e colaborar para a ressocialização dos presos", disse a
superintendente da área de estruturação de projetos do BNDES, Luciene Machado.
Para
o secretário Adjunto de Infraestrutura Social e Urbana do PPI, Manoel Machado
Filho, o caso do RS é uma oportunidade para que esse tipo de parceria seja
replicada em outros estados brasileiros. "Um passo importante foi dado
pelo governo do RS, com coragem e convicção. Uma ferramenta que vai melhorar as
condições de encarceramento e recuperar o apenado, promovendo seu retorno à
sociedade", finalizou.
(Texto:
Lucas Barroso/Separ
Edição:
Rodrigo Toledo França/Secom)